A Idade Decisiva, de Meg Jay #67 | Resenha

“A vida adulta parece começar cada vez mais tarde. A dúvida sobre qual carreira seguir, o alto custo para se manter, a dificuldade em encontrar bons empregos e a condescendência dos pais são fatores que fazem com que os jovens sintam que têm o aval da sociedade para curtir a vida ao máximo e deixar as questões mais importantes para depois. Mas essa entrada atrasada no “mundo real” traz consequências sérias e problemas que nem sempre podem ser revertidos. É comum as pessoas chegarem aos 30 anos sentindo-se atrasadas profissional e afetivamente. Elas olham para trás e se percebem sem rumo, entendendo um tanto tarde que seu tempo foi mal aproveitado. A Dra. Meg Jay mostra em A idade decisiva que é possível prever – e agir para evitar – esse tipo de alienação. A partir de inúmeros estudos e de sua experiência como psicóloga, ela chama atenção para os perigos inerentes a uma postura descompromissada e um futuro não planejado.” – Sinopse

Especulativo, mas não deixa de ser um alerta.

Cheguei a esse livro através do feed de um amigo no Skoob. A capa e o tema me chamaram atenção, e que bom que eu o li 🙂

A sinopse acima descreve bem do que se trata, a fase dos 20 aos 30 anos é o foco. A autora se empenhou a explicar do porque a fase dos 20 anos importa e como é possível tirar o máximo proveito dela. O livro foi escrito em primeira pessoa pela psicóloga Meg Jay, que discorre sobre o assunto contando suas experiências com os seus pacientes. E um fator importante que deve-se levar em conta ao ler esse livro é que o contexto é a vida nos moldes dos EUA, e portanto é óbvio que há muita coisa que foge da realidade brasileira.

O livro é dividido em três partes principais: TRABALHO, AMOR e O CÉREBRO E O CORPO. Onde a autora nos conta o porquê na sua visão é tão importante viver no mundo real nessa faixa etária, enfatizando que os 30 anos não serão os novos 20 anos: “Uma cultura que considera os 30 anos como os novos 20 nos faz achar que estes últimos não importam.”

Ela traz o conceito de “Capital de Identidade” que resumidamente é o investimento em nós mesmos – o currículo, diplomas, empregos, notas de provas, como falamos, como resolvemos problemas etc. O jovem não deve ser uma ilha, ele precisa explorar as possibilidades e ter coragem de assumir compromissos ao longo do caminho. Uma vida de oba-oba totalmente descompromissada com tudo, não é legal (ok isso ai eu já sabia).

Meg Jay também explica a importância dos vínculos fracos (pessoas que conhecemos de vista – não parentes e nem amigos) e como essas pessoas podem influenciar substancialmente as nossas vidas. Através dos relatos de um paciente chamado “Ian” ela enfatiza que não decidir é também decidir, para ela é na faixa etária dos 20 anos que tomamos as decisões mais importantes da vida. Logo evitar a tomada de decisões pode tornar a vida bem mais complicada para o jovem. Ela demonstra através de pesquisas (feitas nos EUA) a tendência dos jovens permanecerem mais tempo solteiros e até evitarem a constituição de família, e como esse tipo de pensamento tem formado um novo conceito de relacionamento que é o de “morar juntos”. A autora argumenta como é equivocado esse novo conceito de relacionamento, segundo ela os jovens acham que “morando juntos” ou em compromissos “descompromissados” serão livres das responsabilidades e problemas da vida adulta, mas muito pelo contrário, essa escolha traz consigo uma bagagem de complicações futuras e muitas pessoas já tem pago um alto preço por isso.

Para mim foi impossível não me identificar com muita coisa descrita no livro, já que pertenço a essa faixa etária. Se o livro fosse composto somente pela primeira parte “TRABALHO” seria cinco estrelas e eu teceria uma série de elogios. Mas olhando de maneira geral achei o livro muito especulativo. A autora nos conta os problemas dos pacientes e depois diz que “tudo se resolveu” e com “a terapia”, sabemos que a vida real não funciona assim. Para mim é mais uma prova de como a psicologia por melhor que seja não pode trazer todas as respostas ou soluções para os anseios do coração humano. Mesmo assim recomendo a leitura, o livro serve como uma espécie de alerta diante do que a cultura vem gritando em nossos ouvidos: “Você é livre!” Que na prática muitas vezes quer dizer: “vai lá, desperdice a sua vida.”

É mais um livro que destaca a importância do tempo e como é importante viver com sabedoria. Não se poderá colher amanhã algo que não foi plantado hoje.

Como pode o jovem manter pura a sua conduta? Vivendo de acordo com a tua palavra.” (Salmos 119:9) 

“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.” (Salmos 90:12)


+INFO Livro: A Idade Decisiva | Autor: Meg Jay | Editora: Sextante, 2014 | Páginas: 240 páginas | Skoob, Amazon, Estante Virtual | Nota: ★★★★★

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s