Elisabeth Elliot: A velha pergunta “Por quê?”

Do lado de cá do paraíso, não há satisfação intelectual para a velha pergunta: por quê? Porém, embora eu não tenha encontrado satisfação intelectual, encontrei paz. A resposta que lhe dou não é uma explicação, mas uma pessoa, Jesus Cristo, meu Senhor e meu Deus. […] Assim, tornamos à terrível verdade de que o sofrimento existe. E a questão permanece: Deus está prestando atenção? Se sim, por que não faz algo? Eu digo que sim, que ele fez, que ele está fazendo e que fará algo. O assunto só pode ser abordado pela cruz. Aquela velha e rude cruz tão desprezada pelo mundo. A pior de todas as coisas que já ocorreram na história humana torna-se a melhor de todas as coisas, pois ela me salvou. Ela salva o mundo. Desse modo, o amor de Deus, representado e demonstrado a nós ao entregar seu Filho Jesus para morrer na cruz, se encontra e se harmoniza com o sofrimento. Você percebe, esse é o ponto crucial da questão. E aquelas dentre vocês que estudaram latim talvez se lembrem de que a palavra “crucial” vem de crux, a palavra latina para cruz. É apenas na cruz que podemos começar a harmonizar essa aparente contradição entre sofrimento e amor. E nunca entenderemos o sofrimento, a menos que entendamos o amor de Deus.

Elisabeth Elliot, O sofrimento nunca é em vão. Editora Fiel, 2020, p. 27-29.

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